O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf, convidou os líderes de todo o mundo a participarem de um debate sobre a declaração a ser firmada na cúpula mundial sobre segurança alimentar, que ocorrerá em novembro na Itália.
O conselho da FAO havia decido fazer tal convocação em junho passado e, para o início dos debates, já enviou um documento aos ministros das Relações Exteriores, Cooperação ao Desenvolvimento e Agricultura dos países-membros da agência da ONU.
No documento, intitulado "Contribuição da Secretaria para definir os objetivos e possíveis decisões da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar", que acontecerá entre 16 e 19 de novembro, a FAO pede a erradicação completa da fome até 2025 e a garantia do fornecimento de alimentos inócuos e nutritivos suficientes para a crescente população mundial que deverá ser de 9,2 bilhões.
O texto propõe também elementos para uma nova estrutura de governabilidade, retomando pontos da recente declaração do G8 (formado pelos países mais industrializados e a Rússia), assinada na cúpula realizada na cidade italiana de L'Aquila, no início de julho.
Na ocasião, os chefes de Governo de Itália, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Japão e Rússia pediram uma ação decisiva para libertar a humanidade da fome e da pobreza, promovendo a produção sustentável e aumentando a produtividade agrícola, com ênfase no crescimento do setor privado e dos pequenos agricultores.
Para isso, os oito países se comprometeram a mobilizar US$ 20 bilhões durante os próximos três anos que serão destinados a nações em desenvolvimento, em especial à África.
Data: 31/07/2009
Fonte.: Agência ANSA
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